Hoje,demito-me de ser meu eu,mas talvez amanhã ou qualquer dia desses pegue ele emprestado,mas nada para sempre,tudo por algum tempo.Pegarei ele emprestado por que talvez algum dia perguntem da minha identidade,do meu verdadeiro eu e aí fatalmente,terei de aceitá-lo novamente e depois demito-o.
Desejo deixar uma coisa aqui bem clara.Não que eu não goste do meu eu,eu ou seja lá quem "eu" for aprecio meu eu,mas ele tem aspectos tão diferentes do que o padrão exige que prefiro me despedir dele e usá-lo clandestinamente ás vezes do que ser definido como estranho e não ter oportunidades.
Outro dia virou moda ser honesto e "eu" entao readimiti meu eu novamente,pois sabia que uma de minhas qualidades era a honestidade.Depois de 3 meses,virou moda ser malandro,mentiroso,repentinamente mudei de vida,mudei meu eu.Agora era um malandro mentiroso e tinha isso no momento como maior qualidade.
Depois de um tempo estampavam-se berrantemente na cara das pessoas que a moda era ser você mesmo.Fiquei felicíssimo,entrei na fila de espera para ganhar novamente o meu eu e agora sem vergonha poderia usar a palavra EU com orgulho de mim mesmo.Comecei então a ser eu mesmo,fazia coisas meio nada a vê que as pessoas olhavam torto,me vestia do jeito que eu mais apreciava e sentia que ainda sim existiam pessoas que riam de mim,livrei-me daquelas calças que eu tinha comprado só por que o vendedor disse que era a última moda e comprei aquela que estavam empoeiradas nas ultimas prateleiras da loja e mesmo assim me senti desamparado e dessa vez realmente fora da moda,pela primeira vez,porem o mais engraçado disso tudo é que também pela primeira vez eu me sentia bem,realmente bem.Uma paz comigo mesmo que nunca tinha sentido em lugar nenhum.
Resolvi dessa vez infringir a lei,sair da moda,custasse o que custasse.No começo como já disse as pessoas me consideravam estranho mas aí depois comecei a me sentir ameaçado,ferido,as pessoas onde quer que eu ia me conheciam e falavam de mim,na maioria das vezes,mal.Me senti péssimo e estava quase resolvendo despedir-se definitivamente do meu eu quando descobri que no fundo os olhares eram de admiração e de exemplo e descobri que tudo o que as pessoas mais queriam era ser elas mesmas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário